PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ESCRITA HIEROGLÍFICA

Para conhecer a escrita hieroglífica, a ponto de participar da aventura maravilhosa de transliteração de um texto daquela grafia para a nossa, é necessário estudar uma gramática complicada.  Essa nos ensina, em primeiro lugar, que é praticamente impossível querer entender o significado de um conjunto de hieroglifos, sem entender o contexto em que estão. Para entender os hieroglifos mais comuns e um pouco de sua linda simbologia, é suficiente conhecer alguns pontos fundamentais.

Os elementos da escrita hieroglífica podem ser igualmente fonéticos como os símbolos do alfabeto latino: caso em que são denominados como fonogramas e ideogramas. Ou podem ser apenas figurativos, quer dizer, significarem apenas semanticamente, ou seja, representarem visualmente seres ou objetos do universo de seus criadores, caso em que recebem o nome de determinativos. 

A primeira questão que ocorre é como saber identificar quando um símbolo tem valor fonético no texto e quando é apenas uma simples representação. 

Há três indicadores básicos para isso. Em primeiro lugar, o tamanho. A proporção é diferente conforme o uso que o escriba faz de uma figura, se a utiliza como elemento da escrita, seu tamanho é sempre menor proporcionalmente de quando é utilizada para representação de seres e de objetos reais. Em segundo lugar, a densidade e o espaçamento são menores entre os símbolos da escrita: os hieroglifos são dispostos de maneira que ocupem o maior espaço possível.  As representações normalmente se destacam em grandes espaços brancos. E o terceiro aspecto, que ajuda na leitura, é a orientação da escrita. 

Os hieroglifos egípcios eram escritos em fileiras horizontais ou em colunas, as primeiras podiam ser lidas da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda. Para identificar a direção na qual um texto horizontal tinha que ser lido, é necessário apenas reparar nas figuras humanas ou de animais que olham sempre na direção do começo das linhas ou séries de colunas. 

O sistema hieroglífico se destaca por ser constituído por imagens, ou seja, pelo emprego de figuras em lugar de símbolos (letras).  As imagens têm duplo poder: mostrar a si mesmas e representar um ou mais sons. Isso é possível por meio da combinação de três categorias de sinais: os fonogramas, os ideogramas e os determinativos.  Vinte e quatro hieroglifos representam apenas um som e formam uma espécie de “alfabeto”, arranjado para fins didáticos semelhantes ao latino: 

Sinais mais frequentes da escrita hieroglífica :

Você pode ler essas e outras curiosidades no livro :

Fatos e mitos do antigo Egito

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