O touro mágico de Mênfis

Mênfis, a capital mais antiga do Egito, abrigava um touro chamado Ápis com atributos especiais e que na condição de arauto e Ba de Ptah prestava serviços oraculares a devotos que vinham de terras distantes em busca de respostas para suas inquietações.  O animal vivia em um palácio e quando morria era mumificado e enterrado em tumbas específicas que abrigavam diversas gerações de seus antepassados, o Serapeum de Mênfis.  A morte de um Touro Ápis era um fato terrível. Emissários percorriam o Egito em busca de outro para substituir o morto. O bem estar de Ápis na vida e após a morte  era um grande preocupação para os antigos Egípcios. 

Os touros sempre foram considerados símbolos dos deuses. O touro Ápis, em egípcio Hep (¡p), foi o touro sagrado símbolo do poder da criação e da fecundidade.  Ápis foi, de todos os bovinos sagrados, o que maior projecção e celebridade alcançou entre as divindades egípcias. Adorado na época da fundação do estado egípcio, c. de 3100 a.C., o culto de Ápis já  era extremamente popular na Época Tinita (I-II dinastias), como atestam diversas inscrições (em vasos de pedra, em ostracas, em cilindros-selo ou na Pedra de Palermo). Sua adoração vem desde os tempos pré dinásticos e vai até o Período Ptolomaico.

O boi (touro Apis)

Ápis era representado como um touro com um disco solar e uma serpente uraeus, usualmente descrita à frente do disco solar ou, em casos mais raros, sozinha entre os chifres. Além disso, Ápis era considerado uma expressão concreta e acessível da religião e da identidade egípcia.  Para os visitantes de fora, Ápis era um ícone vivo de uma religião antiquíssima e célebre em todo o mundo antigo que causava tanto estranhamento quanto admiração por seu misticismo e seu culto se estendeu para fora do Egito.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *