O sol ou deus Rá: fonte de luz, calor e vida.

O sol era considerado o deus mais importante dos antigos Egípcios. O seu nome se escrevia com dois fonemas, que significavam o som de ra e um símbolo determinativo dele mesmo: uma imagem do nosso astro-rei de todo o dia, ele mesmo, neste mundo formado por ele radioso e por dias cinzentos. A cor e a alegria dependem dele que, por vezes, se esconde atrás de nuvens espessas que cobrem a sua beleza. As cores, assim, são formações também explicadas pela presença dele, do nosso astro-rei.

Os raios solares, às vezes, são apresentados iconograficamente como alternâncias de linhas retas e onduladas. Nesse contexto, trata-se de uma tentativa de simbolizar tanto a luz quanto o calor ou, de outro ponto de vista, a luz e a chuva que, como explica Chevalier,  são semelhantes aos aspectos yin e yan da radiação solar que dá vida.

No Egito, os deuses cósmicos eram adotados com especial interesse nos grandes centros de culto. Atum era um deus primitivo de Heliópolis ou podemos dizer que era uma divindade solar pré-dinástica. Ele se dizia auto-criado e se intitulava Neb-er-djer, ou seja, “Senhor Universal”. Ele era a fonte da Enéade Heliopolitana. Dizia-se que tinha origem na forma de uma serpente em Nun e estava destinado a voltar a essa forma.

Rá, entretanto, era o deus que personificava o Sol na sua força, significando o seu nome apenas Sol. Nos tempos muito antigos foi identificado com Atum, o deus criador de Heliópolis, seu principal centro de culto. Assim, há uma lenda dizendo que Rá foi criado por Atum, em contraposição a outra, a qual conta que ele surgiu de Nun, por conta da sua própria vontade. Essa lenda conta que ele surgiu das águas primordiais a partir das  pétalas de uma flor de lótus, que tornava a se fechar sobre ele quando  este retornava todas as noites, ou que nascera  sob a forma de um fénix, a ave Benu, e pousara no alto piramidal de um obelisco, a pedra Benben, que simbolizava um raio de sol.  

O objeto mais sagrado do Templo de Rá em Heliópolis era a Pedra Benben, que refletia o sol da manhã. O maior inimigo do sol era a serpente Apófis. 

Você pode ler essas e outras curiosidades no livro :

Fatos e mitos do antigo Egito

Bibliografia

BAKOS, Margaret.  Fatos e mitos do Antigo Egito. Porto Alegre, EDIPUCRS, 3ª. Ed, 2009.

LURKER, Manfred. The gods and symbols of Ancient Egypt, London, Thames and Hudson, 1988.

IONS, Veronica. Egipto, Lisboa/São Paulo,  Ed. Verbo,1982

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