O pilar de Osiris – Comentários breves por Maria Luiza Cestari

Margaret Bakos, historiadora conceituada e egiptóloga decana, tendo como foco no seu trabalho de pesquisa o Egito antigo, amplia nesta obra as perspectivas do seu campo de estudos, conjugando o gênero eminentemente histórico com o da literatura. Neste novo espaço narrativo passa a uma outra pauta, ao escrever um belo romance: O pilar de Osiris.

Dois aspectos chamam à atenção: o primeiro refere-se à descrição de situações quotidianas desta antiga cultura, povoada por exemplos da esfera doméstica, da profissional (particularmente a atividade dos escribas), elementos das crenças religiosas  e dos códigos jurídicos de época por exemplo. O segundo aspecto refere-se à atmosfera poética que permeia toda a obra. Neste ponto é remarcável a descrição das relações afetivas vividas entre os personagens, apresentadas de maneira delicada e também contundente e emocional, mantendo sempre um tom respeitoso entre eles. Aqui observa-se toda a sua capacidade imaginativa e criativa! 

Para o leitor, que tenha estudado a cultura egípcia nos seus livros escolares e eventualmente acadêmicos de História, permeados por personagens heróicos, reis, rainhas, escribas, juristas escravos e outros, o livro apresenta este olhar encantatório que provoca uma certa ressonância, por fazer parte de sua própria natureza humana.   

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