Música e dança no Antigo Egito

A música permeava todos os aspectos da vida no antigo Egito. Em diversos festivais, como os de “Jubileu”, “Sed”, “Opet”, haviam atividades de música e dança programadas, até mesmo por parte do rei. 

Mãos de pastores e de camponeses muitas vezes ajudavam na melodia dos flautistas batendo com matracas de marfim, tipo castanholas, em formato de mãos. Em algumas cerimônias e cultos, havia uma mulher sacudindo um chocalho de cobre, o sistro. O som deste instrumento era produzido por pequenos discos de metal enfiados em um ou mais fios de arame e geralmente portavam imagens da deusa Hathor, podendo ter tido origem em cultos em sua homenagem. Além do sistro, os egípcios possuíam diversos instrumentos musicais, como harpas, cítaras, alaúdes e pandeiros.

Sistro inscrito com o nome de Ptolomeu I – 305–282 a.C.

Dançar era parte também de rituais religiosos e até mesmo funerais. A dança do “Muu”, por exemplo, era uma antiga performance de funerais, executada por homens, que portavam perucas altas e vermelhas. 

No templo de Hathor, deusa da música, da dança, do amor e da fertilidade, há um verso que diz: “O rei vem para dançar, ele vem para cantar. Soberana senhora – a deusa Hathor – veja como ele dança; Senhora de Hórus, veja como ele salta.” Há vários tipos de bailados juvenis descritos e a dança era, muito possivelmente, o passatempo mais comum das meninas.  

A “Dança da bola” – Inicialmente, as meninas atavam uma bola nas tranças e agarravam uma vara esculpida. Segurando-a, volteavam, saltavam e faziam contorções, enquanto as companheiras faziam círculos, cantando e batendo com as mãos. 

A “Dança dos espelhos” – Este bailado implicava o uso de espelhos. Segundo uma das versões mais correntes, uma dançarina levava um espelho em uma mão e usava-o para refletir a outra mão, ou um objeto esculpido; esse tipo de dança aparece associado com o culto à deusa Hathor. Os espelhos usados na dança tinham geralmente o cabo em forma de folhas de papiros.  Os egípcios associavam o espelho, depois do Médio Império, com o disco solar ou lunar, e o designavam pelo termo ankh,  que significava, naquela língua: vida. O espelho era, antes de mais nada, um objeto de toalete feminino, mas relacionado a à deusa Hathor, no papel de protetora das mulheres.  O seu principal simbolismo era de agradar a vista. As dançarinas portavam ainda matracas no formato de mãozinhas de marfim ou de madeira, e imagens da deusa Hathor ou de seu animal sagrado: a vaca. 

Espelho de 1492–1473 a.C. – A alça é decorada com o emblema da deusa Hathor.

Existiam também acrobacias relacionadas com as danças. Essa combinação tinha um papel especial nos cultos. Elas eram acompanhadas por músicos tocando harpa e sistro. 

Nada se conhece sobre alguma formação oficial nessa arte, mas a julgar pelas poses e pelo fato de serem retratadas nuas, deduz-se que as meninas aprendiam a dançar ainda muito pequenas. 

Você pode ler essas e outras curiosidades no livro :

Fatos e mitos do antigo Egito

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