Egiptomania

É a reinterpretação e o re-uso de traços da cultura do antigo Egito, de uma forma que lhe atribua novos significados.

A egiptomania se desenvolveu da conjunção entre as descobertas acadêmicas, o saber popular e os relatos de viajantes e escritores, tendo se alimentado continuamente do repertório ilimitado de crenças e mitos universais.

A paixão pelo Egito ressurgiu durante a Renascença, graças à criação da imprensa,  quando os livros de divulgação científica se multiplicaram. Com os relatos dos viajantes e historiadores antigos, o mundo letrado do século XV também redescobriu o Egito.

No século XVIII, com a expedição científica e militar de Napoleão Bonaparte, a egiptomania se tornou febre na Europa. A descoberta da famosa Pedra de Rosetta, encontrada pelos soldados franceses, proporcionaria um avanço extraordinário do conhecimento que temos hoje da civilização egípcia.  A pedra é o fragmento de uma estela de basalto, contendo inscrições de um mesmo texto em três caracteres diferentes: escrita hieroglífica, demótica e grega e duas linguas: a egípcia e a grega. O texto contido na pedra possibilitou ao francês Jean-François Champollion, em 1821, decifrar pela primeira vez o conteúdo até então secreto dos hieróglifos. Na primeira metade do século XX,  com a ação de exploradores e o consequente aumento das descobertas de túmulos e monumentos perdidos, a egiptomania ganhou força.

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