Deir el Medina

 Deir el Medina é o nome do povoado onde viveram os trabalhadores que construíram e decoraram as tumbas dos faraós, dos seus familiares e da nobreza durante a XVIII e a XX dinastia.  O povoado estabeleceu-se em um pequeno e estreito vale no Alto Egito à margem esquerda do Nilo, em frente a cidade de Tebas, localizada na margem direita do rio.

 Tutmés I, o terceiro faraó da XVIII dinastia, foi o provável fundador desta povoação, criada em 1540 a.C para abrigar os trabalhadores das necrópoles tebanas e suas famílias.  Há consenso na historiografia sobre o fato de a decisão do local escolhido para a construção da tumba deste faraó ter sido determinante para a definição do lugar de habitação dos operários que iriam construí-la.

Ruínas de Deir el-Medina

Durante o reinado de Ramsés III (1188-1157 ªC), no início da XX dinastia, cerca de 1198 ªC, resta um censo, o qual revelou a presença de 120 lares e de cerca de 1200 habitantes na vila. A partir daí, a vila foi sendo abandonada aos poucos, devido à situação de instabilidade criada pelo enfraquecimento do poder faraônico.

O nome da vila significa, em árabe, O mosteiro da vila e durante mais de 450 anos, esse povoado foi habitado por pintores, escultores, desenhistas e artesãos  das tumbas reais. Ainda se conservam muitas evidências arqueológicas, fazendo deste um dos lugares mais estudados da época.

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