Da mitologia à medicina, a abelha praticamente reinou sobre a sociedade egípcia

As abelhas sempre fizeram parte das civilizações, desde os primórdios da humanidade, desempenhando um papel extraordinário no mundo antigo. Evidências históricas apontam que os egípcios antigos foram os primeiros a praticar apicultura. Da mitologia à medicina, a abelha praticamente reinou sobre a sociedade egípcia, sendo usada como um símbolo da realeza no Baixo Egito.

Colheita de mel, processamento e armazenado – Pintura encontrada no Túmulo de Rekhmire, Tebas – Fonte: The world’s beekeepingpast and present

Durante muito tempo, o Baixo Egito foi um grande centro de desenvolvimento da Apicultura. Tamanha era a importância dada à Apicultura nessa região, que a abelha era seu símbolo heráldico,ou seja, ela era utilizada como titularidade do próprio Estado. Os egípcios consideravam as abelhas sagradas, acreditando que o deus-sol, Rá, criou esses insetos a partir de suas lágrimas.  Há também uma conexão significativa religiosa entre as abelhas e a deusa Neith, cujo templo em Sais era conhecido como ‘a casa da abelha’!

Os egípcios sabiam que as abelhas eram as produtoras do mel o principal adoçante naqueles tempos. O mel também era usado como base  dos unguentos curativos empregados para prevenir e combater infecções por ferimentos e até como pagamento de impostos. Além disso, eles também colhiam a cera da abelha para uso na metalurgia para moldar imagens e conferir uma espécie de verniz nos pigmentos.

Gravura encontrada no Templo do Sol, dedicado ao faraó Niuserre – Fonte: The world’s beekeepingpast and present

A  apicultura  foi praticada desde o Reino Antigo  até o Império Romano. Além disso, os apicultores desempenharam um papel importante na administração, pois ocupavam posições importantes na corte egípcia e templos. Eles pareciam ter uma certa hierarquia, pois começavam como “apicultores” e podiam chegar a obter títulos importantes como “o chefe dos apicultores de seu Senhor”,  sendo os responsáveis ​​pela obtenção do mel utilizado nos rituais religiosos. Às vezes, as mumias eram embalsamadas com mel e, freqüentemente, os sarcófagos eram selados com cera de abelha. Por causa dessa associação com a vida após a morte, as abelhas e o mel eram amados pelos faraós. Tão amados que eram levados para o túmulo para lhes proporcionar uma doce transição para a vida após a morte. 

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